#AVozDeDamiris. Parasita. Crônicas de um cidadão de bem.

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Eu confesso que resisti ao filme Parasita. Cinema bom é a biografia do bispo. Mas, arrastado por um dos filhos, fui ao cinema.

Que grata surpresa!

Duas mensagens dessa obra magnífica precisam ser destacadas e lembradas e gravadas em pedra – ou aqui mesmo, na rede mundial de computadores.

O pobre, nos ensina a película, não sabe ser grato e desperdiça quaisquer oportunidades que tem de prosperar. Em vez do trabalho duro, opta pela “esperteza”. Em vez do respeito àquele que estende a mão, tenta roubar os anéis dos dedos que poderiam ajudá-lo a sair da indigência.

Assim o rico, mesmo aquele que abdica de parte de seus privilégios naturais para oferecer oportunidades aos desfavorecidos, é ludibriado e traído.

Outro ensinamento é ainda mais importante, porque fala direto ao futuro do País. O Brasil não é a Coréia. Nossas diferenças são gritantes. Tente, por exemplo, fechar os olhos durante a sessão do filme. Sem legendas, é impossível entender o que dizem os personagens. E se não entendemos uma palavra do que eles falam, como queremos ter esse país tão estranho como modelo? Digo isso por causa da insistência esquerdopata em falar que nossas escolas precisam seguir o modelo oriental. Bobagem!

A escola brasileira precisa sim ser reformada. Mas o modelo coreano, pensado a partir de pesquisas nefastas como a tal PISA, não nos serve. Temos de abandonar Paulo Freire, um formador de comunistas, mas não migrar para uma fábrica de criação de engenheiros e matemáticos ou médicos.

O novo homem brasileiro precisa outros conhecimentos. Abaixo à biologia, destruidora de crenças. Adeus à literatura, usina de sonhadores pouco práticos. Que apodreçam nas estantes das bibliotecas os livros de filosofia e sociologia, inutilidades usadas pelos vermelhos para contaminar o jovem. A matemática, como sabe qualquer menino de sexta série, não nos traz nada de útil para a vida. A química forma drogados e a física, lunáticos.

A nova escola precisa ser moralizante, patriótica, evangelizadora – ou não será nada. O cidadão de bem do futuro será mais preparado se abandonar o que de nada serve e aprender moral e cívica, religião, respeito aos mais velhos e obediência ao superior hierárquico. O caminho para não formarmos parasitas está trilhado. Resta aos nossos líderes terem coragem de seguir adiante.

#PósPost. A crônica contém opiniões do nosso colunista Damiris, que se autointitula um cidadão de bem. O texto não reflete necessariamente posicionamento do jornal Lagartixa Diária.