#AVozDeDamiris. Ai meus sais.

A imagem pode conter: texto

Crônicas de um cidadão de bem.

Esquerdopata adora polêmica. O motivo do “Ai meus sais” da semana é uma piada. Acompanhe e entenda:

Três ou quatro cidadãos de bem decidiram brincar com os meninos bem tratados e metidos a engraçadinhos do tal Porta dos Fundos.

Um desses defensores dos ideais cristãos, empreendedor bem sucedido e atleta, jogou pequeno artefato incandescente na porta de vidro do escritório dos comunistinhas ateus (desculpem o pleonasmo, mas a indignação com os ataques vermelhos a um homem justo e direito me faz escrever de forma descuidada).

Brincadeira sem maiores danos, quase um arroubo adolescente. Infelizmente, esse homem de família tinha compromisso marcado e não pode explicar a situação às autoridades. Em vez disso, viajou horas e horas nas apertadas poltronas da nossa aviação, desconforto gigantesco para sujeito de braços fortes e costas largas como ele, apenas para visitar o filho.

Veja bem: o herói da nossa trama enfrentou um suplício aéreo somente para abraçar o menino que pôs no mundo. É, portanto, exemplo para aqueles que valorizam a família e defendem as crianças.

Mas o que disseram os vermelhos?

“Fugitivo”. “Não quer responder pelo que fez”.

Quanta bobagem!

Isso sem esquecer que esses mesmos indivíduos antes gritaram: “É censura”. “Violência”. “Volta da ditadura” para classificar um gesto de resistência e proteção das famílias da nossa patria amada.

Pois eu, Damaris, digo daqui em alto e bom som: não há nada disso, esquerdopatas!

A reação indignada dos cidadãos de bem é uma defesa. Somos a favor da liberdade de expressão. Qualquer um por certo pode dizer o que bem entender. O problema é que as pessoas entendem o mundo de forma errada – e aí falam o que não pode ser dito.

Felizmente estamos na direção certa. Hoje mártires da educação como o rapaz dos molotovs sofrem com a falta de entendimento dos seus gestos por uma minoria barulhenta. Mas eles estão fazendo o sacrifício justamente para mostrar os caminhos, educar mentes e corações. Há de chegar o dia – e não demora – que todos saberemos o que é certo e o que é errado pensar. Aí falaremos o que deve ser pregado e calaremos o indizível. A jornada é dura, mas o homem de bem há de persistir e vencer

#AVozDeDamiris. Mensagem para 2020.

A imagem pode conter: texto

Depois de meses mais sumido do que o Queiroz, o Damaris, o cronista cidadão de bem, voltou. A mensagem para 2020 tem até citação musical. Não do Chico, que é comunista, mas de outro grande sucesso nacional. Quem identificar cita nos comentários

TRADIÇÃO E FAMÍLIA. Crônicas de um cidadão de bem.
A editora comunista desse jornal vermelho por certo esperava de mim uma mensagem otimista para começar o ano. Quem sabe uma dessas bobagens que rimam amor e calor, complementada por versos do Chico e imagens de pessoas abraçadas.

Talvez ela esperasse também uma retrospectiva otimista. Afinal de contas, 2019 foi um ano de muitas alegrias para o cidadão de bem. O 01 prosperou. Olavo brilhou. Damares aconselhou. Luciano Hang voou. Weintraub encantou. O mito, mais do que nunca, mitou.

Mas não é hora de festejar. Os espectros do comunismo e do progressismo devasso ainda rondam o País e precisamos aprofundar o que apenas começou. O essencial, agora, é armar cada espírito para enfrentar os próximos meses. Nada de tolerância com o inimigo. O homem de bem está em guerra – e a guerra exige sacrifícios.

Felizmente, não fui o único a perceber a importância de manter o foco na construção de uma sociedade que valorize a Tradição, a Família e a Propriedade. As primeiras bandeiras de 2020 já estão desfraldadas. Nossa ministra já lembrou que a devassidão causa a gravidez precoce . Nosso líder máximo apontou o caminho para uma nova educação, que pode ter nos livros de colorir uma ferramenta de encantamento e motivação dos alunos.

Agora é aguardar pelas diretrizes do Olavo, do Salles e do presidente da Funarte. Acataremos toda e qualquer orientação. Somos amigos. Unidos venceremos a semente do mal.

#AVozDeDamiris. PULÔVER. Crônicas de um cidadão de bem.

As primeiras leituras de Olavo e Reinaldo, a avalanche de links de Constantino, os trechos da Bíblia, as sacadas do mestre Delfim Netto, defensor de primeira hora do AI5, o resumo de A Verdade Sufocada, os cards de Whatsapp com informações que a extrema imprensa prefere esconder…

Papai Damiris é o grande responsável pela minha formação intelectual. Devo a ele, mais do que ao próprio Cataguiri, outro gênio que serviu de apoio para eu enxergar mais longe, a sabedoria que acumulei e que distribuo de forma magnânime em meus escritos.

Daí o assombro com o qual recebi a notícia: papai Damiris, meu Merval doméstico, decidiu meses atrás criar um curso de empreendedorismo para comunistas.

Ongueiros, ritmistas de grupos de percussão, criadores de manifestos on line, … a fauna reunida na primeira turma era variada, vermelha e assustadora. No meio deles todos, de anel de tucum e calças brancas indianas, papai parecia integrado e – pior – feliz.

Nas primeiras aulas, que acompanhei por dever de filho, percebi, pesaroso, que o patriarca dos Damiris não era mais um cidadão de bem. Para preservar a saúde mental e o pouco de respeito por papai, optei por me afastar daquele cenário dantesco.

Até ontem.

A insistência no convite me fez abrir mão de todos os princípios e acompanhar a solenidade de formatura da primeira turma de empreendedores sociais – Deus me livre! – formados por um Damiris. Nos discursos e nas conversas, preocupações generalizadas sobre negócios escaláveis, seja lá o que for isso, eficiência máxima, propósitos instagramáveis, controle de custos, grau de investimento, break even point e uma série de outros termos que desconheço.

Na hora percebi, agora estupefato, que horas e horas de pitches, workshops, calls, meetings e webinars transformaram aqueles jovens em futuros líderes empresariais. Não pude ignorar que mesmo falando sobre base da pirâmide e empoderamento alguns deles já usavam pulôver sobre os ombros e pelo menos dois tinham daqueles fones de ouvido sem fio, próprios para o celular que custa o equivalente a um carro zero.

Papai Damiris é um gênio.

#AVozDeDamiris. Filhinho de papai. Crônicas de um cidadão de bem.

A imagem pode conter: texto

Rafael sempre sonhou ser jogador profissional de futebol. Desde pequeno, obriga o pai a comprar pares e pares de chuteiras coloridas – iguais às dos craques que aparecem na TV todo fim de semana. Também inclui no figurino, além dos calçados estilosos, os mesmos brincos de brilhante do Neymar, adquiridos pela mãe depois de alguma resistência em investir meio salário mínimo no brilhareco. Nas conversas com amigos ou na escola, o linguajar é do boleiro clássico: “resenha” para cá, “parças” para lá, “graças a Deus” distribuídos à mão cheia. Pagode no spotify, tatuagens cobrindo os braços, Rafael é a figura completa do craque de bola – menos quando está em campo.

Tudo às custas dos pais, que aguardam o dia da descoberta do rapaz por um clube dos grandes.

Pode-se acusar Rafael de qualquer coisa, menos de falta de convicção. Ele jura de pés juntos ser um talento nato ainda não reconhecido. Ele e o pai concordam. A mãe já percebeu os passes errados, os chutes enviesados, os carrinhos do tipo “arranca toco”, mas evita qualquer comentário capaz de magoar o garoto.

Assim ele segue, mimado, convicto de que somente a inveja dos amigos explica o fato de estar sempre entre os últimos dos escolhidos no time da pelada. Essa injustiça, repetida e repetida e repetida desde a infância, o deixa indignado. E a indignação, provocada por terceiros, o transforma em uma máquina de distribuir caneladas e sapatadas nos adversários e até em colegas de time. Resultado: no balanço de sua “carreira”, Rafael tem mais – muito mais – cartões amarelos e vermelhos do que títulos ou vitórias.

O pai chama o filho de “monstro do campo” e ignora a percepção generalizada sobre o talento de Rafael. Ao longo das décadas na arquibancada, já brigou com o técnico da escola, incapaz de listar o garoto entre os titulares, xingou pais de colegas do time e gravou quatro DVDs com as melhores jogadas do esforçado atacante. Horas e horas de cenas que não empolgaram nem mesmo os tios de Rafael, obrigados a assistir cada minuto sob o olhar vigilante e empolgado de pai e filho injustiçados.

A sociedade não os entende, a inveja acumulada de milhares de pernas de pau atrapalha os planos da dupla. Mas o pai encontrou a saída. Vendeu o carro, raspou as economias, alugou a casa de praia e antecipou o décimo terceiro. Investiu tudo em bolas novas, chuteiras e passagens para o clube amador do bairro disputar o campeonato regional.

Com ele na presidência, o filho será o camisa 10, o capitão e o craque do time.

#AVozDeDamiris. Os líderes de bem

A imagem pode conter: texto

#AVozDeDamiris. OS LÍDERES DE BEM. Crônicas de um cidadão de bem.

O tiro certeiro de um sniper. O novo post do Dudu 03, nosso embaixador. O livro proibido. A sacada genial do mestre Olavo. A possibilidade de ver na imprensa bolchevique o choro de um irresponsável que perdeu a bolsa de estudos.

A vida pode ter inúmeros momentos passageiros de euforia e felicidade.

Mas isso não é o suficiente para aqueles que conhecem a verdadeira missão do homem de bem.

A lembrança faria surgir lágrimas nos meus olhos – se isso não fosse próprio dos leitores de revistas de homens que se beijam. Então enfrento com emoção contida a memória do que aprendi com vovô, o primeiro verdadeiro homem de bem que conheci. Ele não se conformava com a frouxidão de certas medidas tomadas por líderes inspiradores. Homens de bem que chegaram ao poder trazendo esperança redobrada aos cidadãos de bem, mas que não conseguiram fazer o necessário para livrar de vez o Brasil dos vermelhos.

Os anos 60 e 70, dizia ele, poderiam ter sido nossa redenção. Infelizmente, os líderes da época, tementes a Deus e de coração tolerante demais, falharam. Permitiram que ideólogos esquerdopatas lançassem sementes da destruição da família e da sociedade doentia que tanto nos entristece.

Mas a história às vezes se repete – e nos dá a chance de consertar erros do passado. Os cidadãos de bem voltaram ao poder – e líderes como Damares, Ernesto Araújo, Weintraub, Witzel e Dudu dão mostras de que podem fazer mais e melhor que os antecessores. Oremos por eles.

#AVozDeDamiris. Coach de Instagram

#AVozDeDamiris. Coach de Instagram. Crônicas de um cidadão de bem.

“Obrigado, querido, por me fazer a cada dia uma pessoa melhor”.

Hoje pela manhã o amigo atualizou as redes sociais com a foto do filho e essa frase absurda como legenda. De onde as pessoas tiram essas asneiras? Elas pensam isso por conta própria ou já surgiu o coach do Instagram?

Desculpe avisar, meu caro colega, mas desde o parto do lindo e sorridente bebê da família você não avançou uma polegada sequer no longo caminho que o separa do lugar onde vivem as pessoas boas.

Mas há uma notícia que vai deixá-lo feliz: isso não é uma exclusividade sua.

De uns tempos para cá a mania da “pessoa que me torna melhor” se tornou um desses chavões insuportáveis, repetidos por Deus e todo mundo. Mas na prática o pessoal segue igual – e em alguns casos a paternidade ou maternidade até piora o indivíduo. Já leu os diálogos do grupo de mães da quinta série no Whatsapp? Não é possível que uma daquelas senhoras distintas já tenha sido mais intolerante na vida.
Fato é que as redes sociais estimulam o indivíduo a mostrar aos outros como é bacana caminhar em direção à luz. Aí uns leem – e divulgam – asneiras daquele guru de cabelos longos e uma não menos extensa lista de denúncias assédio ou charlatanismo. Outros caminham até Compostela ou sobem o Everest de costas.

Não adianta: se você é um escroto, andar 300 mil quilômetros não o tornará um cara legal. Isso o tornará apenas um escroto com mais fôlego – talvez até para sacanear os outros sem ficar cansado.

Então desista. Seus conhecidos, vizinhos, parentes e inimigos sabem quem é você. Não tente enganá-los. E, principalmente, poupe seu filho de no futuro se sentir culpado por ter fracassado na tarefa de fazer de você um sujeito bacana.

#AVozDeDamiris. Stories

Nenhuma descrição de foto disponível.

#AVozDeDamiris. Stories. Crônicas de um cidadão de bem.

Os esquerdistas, principalmente aqueles que optam por abandonar o trabalho produtivo e se dedicar a pesquisas de sociologia, filosofia ou história, tem verdadeira fascinação pela pobreza. Fotos do Sebastião Salgado pela sala, rumops e mocotó em bares pé sujo, gírias do funk ou do tráfico no papo da mesa do jantar, abraços no porteiro – o dia a dia deles é marcado pela proximidade fingida com os pobres. Mais que isso: na maior parte do tempo, valorizam a estética da miséria, ainda que protegidos por sabonete bactericida.

Deus me privou de preconceitos. Então não tenho nada contra a pobreza – mas também não sinto necessidade de convívio com ela. Pelo contrário: o encontro cara a cara com o indivíduo pobre sempre foi fonte de angústia para mim.

Anos atrás, no centro da cidade, estava eu apreciando uma cena até interessante: um casal com os filhos e um cachorro esmolando no semáforo. A imagem me lembrou o Vidas Secas, do Graciliano Ramos, e prendeu minha atenção por alguns segundos. Até que a mãe confundiu meu interesse com algo parecido a solidariedade e veio bater na janela do carro e pedir dinheiro. Felizmente o sinal já estava abrindo e nem precisei dar resposta.

Mas aquilo me fez mal. Herança da nossa cultura judaico-cristã, a culpa passou a me acompanhar. Sinal após Sinal, ela estava a meu lado cada vez que fingia não ver um pedinte.

Já estava pensando em colocar película nos vidros quando surgiu a solução. Nossos gestores públicos mais uma vez pensaram naqueles que sofrem e lançaram uma campanha genial. A plaquinha e a campanha de marketing dizem mais ou menos o seguinte: ” quem dá esmola impede que o pobre tome uma atitude para prosperar”. Lindo. Sintético e apropriado.

Agora ando tranquilo, sem culpas, e até imprimi flyers com a mensagem. Cada pobre que se arrasta até minha janela ganha uma cópia. Alguns não sabem ler e ficam estupefatos. Outros, mais estudados, me olham com surpresa e admiração.

Mas o ponto alto dessa minha nova atitude, muito mais construtiva, alcancei na última segunda-feira. A menina catarrenta se achegou a janela pedindo um trocado sabe-se lá para quê. Não só dei a ela um de meus folhetos como acrescentei um conselho e uma lição de vida: “na sua idade, garotinha, eu já vendia pedras pintadas aos vizinhos de condomínio e reforçava a mesada que papai me dava com toda a receita que arrecadava. Essa cultura empreendedora foi essencial para meu sucesso”. Lamento apenas não ter feito uns stories para registrar o momento.

#AVozDeDamiris. JOVENS.

#AVozDeDamiris. JOVENS. Crônicas de um cidadão de bem.

A juventude sempre foi fonte de más notícias e desesperança. Não tenho dúvidas de que os hippies maconheiros dos anos 60, que dominaram o mundo nas últimas décadas, ajudaram a moldar a realidade atual, de incontáveis países comunistas e com apreço indisfarçável pela libertinagem e a indisciplina. Mas isso está mudando – graças ao altíssimo.

Dia desses estava eu sentado em um café moderno, com mesas compartilhadas, grãos especiais orgânicos, expressos de R$ 18 a unidade e atendentes barbudos, tatuados e que aparentam não tomar banho todos os dias. Perto de mim sentaram dois garotos, o que em outros tempos seria fonte certa de irritação.

Lembro como se fosse ontem o tempo da minha juventude. As conversas entre os homens eram abjetas. Bebida, mulheres, mais bebida, um pouco de planos futuros, mulheres, maconha, mulheres, livros, futebol e umas mentiras – muitas – sobre valentia e coragem. Vez ou outra um discurso comunista. Perdoem os amigos, mas preciso confessar: democrata que sou, tive colegas vermelhos durante a juventude, principalmente na época do emocionante estudo das ciências contábeis.

A perspectiva de acompanhar uma conversa dessas em pleno amanhecer me aterrorizou.

Mas que nada: aqueles garotos, representantes da nossa melhor juventude, tem mais do que fumaça, testosterona e ideais comunistas na cabeça. De pulôver sobre os ombros, um deles falou sobre a empresa que estava fundando, os planos de IPO em cinco anos, a preocupação com a jornada de compra dos clientes e a urgente necessidade de o País diminuir a burocracia que esmaga quem gera riquezas. O outro, ainda com espinhas no rosto, fez um longo resumo sobre as discussões que animaram o jantar com grupo de correligionários na noite anterior. Embrião do partido NOVO na cidade, discutiram a reforma tributária e

o fim das cotas enquanto apreciavam narguilés e drinks orgânicos.

A menção à bebida, elemento de instabilidade em cenário tão promissor, me causou certa preocupação. Mas logo vi que aquela era apenas uma breve concessão à rebeldia característica da pouca idade. A certeza de que há uma nova juventude conservadora, capaz de nos garantir um futuro alvissareiro não tardou a vir. O rapaz do pulôver, que agora estava animado a se aproximar do progressista partido do colega, sacou o celular e deu play em um vídeo do Trump. Com indisfarçável admiração, os garotos concordaram de forma veemente com a ideia de que os imigrantes ilegais merecem uns meses em centros de detenção para aprender qual o seu lugar.

Alvíssaras: nosso futuro é promissor.

#AVozDeDamiris. Traficante de bem

A imagem pode conter: texto

#AVozDeDamiris. TRAFICANTE DE BEM. Crônicas de um cidadão de bem.

Nos dias que correm, impregnados pelo nazi-esquerdismo, o peso da incompreensão é fardo que os homens de bem precisam carregar sobre os ombros – de preferência com garbo, altivez e elegância. Nem sempre foi assim.

No início dos anos 70, quando o País convivia com a segurança e as conquistas da Gloriosa, papai educava a mim e a meus irmãos com generosa severidade. Um tabefe aqui, uns sopapos ali, um roxo e lágrimas acolá. Mas nunca teve de dar explicações ou precisou se controlar em público, ato de verdadeira emasculação a que muitos homens de bem se submetem hoje em dia. Eles se sacrificam apenas para não chamar atenção da tribo de sacripantas censores que controlam o mundo com suas palavras de ordem.

Papai batia, sabíamos, para nos afastar dos riscos inerentes à balbúrdia.

Depois as coisas mudaram. A safadeza dos hippies tomou o mundo e abraço virou modinha. Quem garante que essa história de “pai abraça e beija filho homem”, hoje usada até para vender carro, não é a grande causadora da onda de libertinagem que cobre o País? Quantos dos milhões de soldados da ditadura gay que tentaram implantar no Brasil não surgiram justamente num jantar natalino ou dia dos pais?

Mas essa é outra discussão.

A questão crucial, no momento, é alertar a todos para que evitem embarcar em discursos vermelhos e cometam uma injustiça. O rapaz preso na Europa, não custa lembrar, estava afastando de nós, brasileiros, nada menos do que 39 quilos de droga. Quantos jovens, vários deles cidadãos de bem, não foram protegidos com esse ato? Quantos moleques olheiros do tráfico, nosso maior problema na área de segurança, não deixaram de faturar algum dinheiro graças a essa medida extrema?

Não peço mais do que prudência. Já vimos o potencial danoso da intolerância quando transformamos o pai-educador no pai-molenga. Não vamos deixar que motivações políticas destruam o trabalho daqueles que buscam preservar nossos jovens ao afastá-los do vício.