#AVozDeDamiris. FÉRIAS. Crônicas de um cidadão de bem.

A imagem pode conter: texto

Todo o dia a mesma coisa: antes mesmo de sair da cama, abro o jornal no aplicativo e pulo as páginas até o obituário. Atento aos detalhes, identifico sinais de esperança em cada perfil. O simpático senhor da primeira foto é idoso – e eu, um jovem de trinta e poucos anos. A mulher de óculos e dois filhos se entregou aos doces e chocolates após o fim do casamento e sofria de diabetes – e eu mantenho alimentação regrada e exames em dia. O menino levou quatro tiros na periferia – e eu evito essas regiões violentas.

Mas um susto: no canto inferior da coluna, quase de saída, um homem de meia idade, aparência saudável e ares de atleta quase acaba com meu otimismo. Um alento: caiu de moto – e eu jamais subi em um veículo de duas rodas justamente por saber que essas bugigangas são fabricadas para ir ao chão. O dia começou bem.

O medo da morte pode deixar muita gente paralisada. Há governadores, por exemplo, enfrentando o vírus como frangotes. Eu não. Desde a descoberta dos obituários, que trazem tanta gente diferente de mim, posso sair da cama mais tranquilo e bater no peito repetindo que é hora de trabalhar.

Vamos lá pessoal! Os jovens nem sentem que ficaram doentes. Eu, por via das dúvidas, tirei mais 30 dias de férias e seguirei com a leitura dos obituários em busca do alívio que só as doenças pré-existentes – dos outros – garantem ao cidadão de bem.

*Damiris é colunista da Lagartixa e se define como um cidadão de bem.

#AVozDeDamiris. Desabafo

A imagem pode conter: texto que diz "#AVozDeDamiris Humans of Cercadinho do Alvorada Personagem de hoje: Deus de um cidadão de bem"

#AVozDeDamiris.
Crônicas de um cidadão de bem.

Há quem diga que minha vida é um paraíso. Mas nem sempre é assim. Enquanto vocês escolhem o que fazer ou onde ir, eu preciso estar em todos os lugares, muitas vezes contra minha vontade. Vocês também escolhem com quem conversar. Eu ouço a todos que me chamam – e, acreditem no que eu digo, além de serem muitos, meus interlocutores são insistentes e “sem noção” (adorei essa expressão que aprendi na Malhação).

De uns tempos para cá, sempre há demanda no cercadinho do Alvorada. Um pede favor particular, o que até é mais simples. Mas outro quer que eu ajude o Mito a salvar o País e depois se reeleger e reeleger e ter o 03 como sucessor. Um terceiro insiste em convocar a mim e à minha turma para uma grande ação de extermínio de comunistas e da Globo. A Marlete, que queria ser atriz e tem uma quedinha pelo Eduardo, insiste que eu colabore para que o rapaz vire Chanceler. Até em favor do AI5 já foram registrados pedidos por aqui.

Eu ouço, coço a barba, suspiro e sofro. A boa memória me impede de esquecer o que ouço e vejo no Cercadinho. Ao mesmo tempo, negar minha disposição natural a ajudar é um peso. Já conversei com psicólogos e psquiatras e ainda não consegui superar a ansiedade que isso tudo me causa. Mas, entendam, simplesmente não posso fazer a maior parte das coisas que pedem! O Sigmund, que anda por aqui, já foi claro: “ou ignora essa turma ou o Senhor vai enlouquecer. Abandone esse papel de pai superprotetor pelo bem da Sua sanidade. Não dê ouvidos a loucuras ou idiotices! Seja firme homem de Deus! (esse último, um conselho-heresia que quase o tirou da minha vizinhança)”.

Decidi tentar, mas mudança tão grande exige muita reflexão.

Eis que, por sorte, logo depois da consulta as aglomerações diminuíram e há dias quase não recebo chamados do cercadinho. Pensei comigo mesmo: agora terei o tempo que preciso para me acalmar. Mas eis que o Malafaia, sempre ele, insiste em reunir milhares de pessoas a exigir minha presença.

Vou acabar doido!

*Damiris passou os últimos dias com uma tosse seca e febre. Indisposto, não produziu o perfil da série Humans of Cercadinho do Alvorada. A editora pediu ajuda a Deus para resolver o problema. Ele colaborou.

#AVozDeDamiris. Marlete, a aspirante a atriz.

A imagem pode conter: texto

(Crônicas de um cidadão se bem.)

Convicta de que a arte pode ensinar aos homens e mulheres a importância da disciplina e dos bons modos, Marlete tentou a carreira de atriz. Desistiu depois de oito testes, certa de que os bons papéis estão disponíveis apenas para as mulheres dispostas a satisfazer produtores ou diretores. Mas a veia artística nunca morreu.

Hoje, 30 anos depois de abandonar o sonho dos palcos, é das primeiras a chegar ao cercadinho do Alvorada. Está sempre acompanhada de uma empregada, de celular de última geração na mão, responsável por filmar as performances da patroa.

Diante do Alvorada, Marlete já vaiou jornalistas. Já foi às lágrimas dando seu testemunho sobre a demissão do secretário Alvim. Já esteve no cercadinho vestida de Viúva Porcina e de Damares, forma que encontrou para homenagear duas mártires da defesa da familia e da cultura elevada. Cada oportunidade foi registrada e editada em um vídeo que a jovem senhora disparou por Whatsapp para grupos de amigos. Seu grande objetivo é fazer chegar um dos episódios ao Ministro Weintraub, com quem sonha protagonizar um esquete.

Enquanto isso não acontece, Marlete desfruta uma momentânea celebridade entre os colegas de cercadinho. A câmera de uma das emissoras comunistas a flagrou, sorriso no rosto, banana nas mãos, gargalhando diante do comediante fantasiado de presidente. O frame aparece quatro ou cinco vezes ao longo do vídeo emocional que Marlete publicou no Facebook para celebrar seu desprezo pelo congresso nacional e informar que estará nas ruas no dia 15.

Mas o ponto alto do vídeo é outro. Camiseta verde, bandana amarela, cabelo coberto de laquê e a expressão compenetrada de quem segura gases, Marlete olha o horizonte e deixa cair uma lágrima ao som de grandiloquente composição do alemão Wagner. Na parte inferior da tela, a mensagem: de que vale a democracia se o porteiro do condomínio tem mais liberdade que meu Presidente?
PS…
Nos últimos dias Marlete pensou em atender ao Mito e ficar em casa no domingo. Depois lembrou que o vírus é comunista – chinês – e não vai atrapalhar os planos das pessoas de bem.

*Damiris é cidadão de bem e cronista da Lagartixa Diária.

#AVozDeDamiris. Paulo, o quase próspero.

A imagem pode conter: texto que diz "#AVozDeDamiris Humans of cercadinho do Alvorada Personagem de hoje: Paulo, quase próspero"

(Crônicas de um cidadão de bem.)

Quando avaliou a experiência dos primeiros meses na faculdade, lá se vão 5 anos, Paulo concluiu que não precisava de livros, lousa ou professores esquerdistas para obter conhecimento. O saber humano, pensou consigo mesmo, está todo disponível nas ferramentas de busca da internet e nas redes sociais.

Hoje o Facebook é sua biblioteca – e os cards e memes, seu oráculo. A intuição completa a lista de atributos necessários para se dar bem na vida.

Paulo é individualista e quase próspero. Dois anos atrás comprou o primeiro carro, convicto de que a falta do automóvel era o principal motivo da pouca popularidade com as mulheres. Meses depois, diante dos resultados pouco expressivos obtidos com o modelo nacional, o novo investimento: um importado novinho em folha, com motor dos mais potentes, capaz de turbinar a vida amorosa de qualquer um. Não há notícias ou indícios que comprovem o sucesso da estratégia.

Mas isso é questão de tempo – ou de uma nova troca de carro, que vai ter de ser feita com um financiamento bancário. Paulo aprendeu algo novo no post de um coach sexual. A mensagem comprova que as garotas, na esteira da falsa ideia de empoderamento, estão cada vez mais exigentes e não se encantam por modelos cotados a menos de R$ 150 mil na tabela FIPE.

Paulo é também homem cheio de convicções nas mais variadas áreas do conhecimento. Especialista em política, suas posições podem ser resumidas em um tweet – e ainda sobram caracteres para embelezar o raciocínio com emojis. Pensador social, sabe que a esmola alimenta a vagabundagem, que as cotas emburrecem a sociedade e que o cidadão de bem vive sob ataque – do comunismo, do gayzismo, do feminismo e de tantos outros ismos.

Quando frequenta o cercadinho do Alvorada, ataca principalmente jornalistas mulheres. Menos umas ou outras da TV, mais bonitinhas, que já convidou, sem sucesso, para passear em seu bólido 2.0 rebaixado.

*Damiris é cidadão de bem e cronista da Lagartixa Diária.

#AVozDeDamiris. Humans of cercadinho da Alvorada. Crônicas de um cidadão de bem.

A imagem pode conter: texto

#Rafael – o Guedista.

Rafael nasceu no dia 4 de maio, depois de uma gestação tranquila, pelas mãos de uma amiga de sua mãe. O parto foi em casa, acompanhado de cantos herdados de antigos povos indígenas do alto xingu.

Na infância, Rafael aprendeu a dividir tudo o que era seu com os amiguinhos e respeitava cada ser vivo como o guardião de parte da energia de pachamama, a grande deusa terra. Cada conquista – os primeiros passos, as primeiras palavras, a descoberta da escrita – foram comemorados de forma efusiva pelos pais, que o cobriam de abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim.

Adolescente rebelde, fumou maconha cedo e permaneceu desde sempre convicto de que os filtros de sonhos manualmente produzidos pela mãe eram tralha inútil. Nada grave.

O sonho do menino era ser astronauta. O desejo da mãe, que via a Nasa como um braço de dominação americana, era ter um filho poeta.

As circunstâncias da vida – ou, mais precisamente, as notas não tão altas do ENEM – o levaram para a faculdade de economia. Nas aulas, pagas pelos pais e frequentadas sem muito entusiasmo, leu resumos e pedaços de obras dos grandes pensadores e quase entendeu Adam Smith. Apaixonou-se pela Escola de Chicago e decorou o apartamento que ganhou de presente pela aprovação no vestibular com uma grande foto do pai do liberalismo, Hayek.

Entusiasta da meritocracia, principalmente para os outros, liberal até a medula, ainda que conservador nos costumes, garante ter votado no Amoedo no primeiro turno.

Diante de Haddad, converteu-se ao Guedismo. Defende com unhas, dentes, cotoveladas e xingamentos nas redes a ideia de que tudo vale a pena enquanto tivermos o Posto Ipiranga na Esplanada. A mãe morreu há cinco anos, pouco antes da metamorfose do filhinho querido.

*Damiris é cronista do jornal Lagartixa Diária.

#AVozDeDamiris. Parasita. Crônicas de um cidadão de bem.

A imagem pode conter: texto

Eu confesso que resisti ao filme Parasita. Cinema bom é a biografia do bispo. Mas, arrastado por um dos filhos, fui ao cinema.

Que grata surpresa!

Duas mensagens dessa obra magnífica precisam ser destacadas e lembradas e gravadas em pedra – ou aqui mesmo, na rede mundial de computadores.

O pobre, nos ensina a película, não sabe ser grato e desperdiça quaisquer oportunidades que tem de prosperar. Em vez do trabalho duro, opta pela “esperteza”. Em vez do respeito àquele que estende a mão, tenta roubar os anéis dos dedos que poderiam ajudá-lo a sair da indigência.

Assim o rico, mesmo aquele que abdica de parte de seus privilégios naturais para oferecer oportunidades aos desfavorecidos, é ludibriado e traído.

Outro ensinamento é ainda mais importante, porque fala direto ao futuro do País. O Brasil não é a Coréia. Nossas diferenças são gritantes. Tente, por exemplo, fechar os olhos durante a sessão do filme. Sem legendas, é impossível entender o que dizem os personagens. E se não entendemos uma palavra do que eles falam, como queremos ter esse país tão estranho como modelo? Digo isso por causa da insistência esquerdopata em falar que nossas escolas precisam seguir o modelo oriental. Bobagem!

A escola brasileira precisa sim ser reformada. Mas o modelo coreano, pensado a partir de pesquisas nefastas como a tal PISA, não nos serve. Temos de abandonar Paulo Freire, um formador de comunistas, mas não migrar para uma fábrica de criação de engenheiros e matemáticos ou médicos.

O novo homem brasileiro precisa outros conhecimentos. Abaixo à biologia, destruidora de crenças. Adeus à literatura, usina de sonhadores pouco práticos. Que apodreçam nas estantes das bibliotecas os livros de filosofia e sociologia, inutilidades usadas pelos vermelhos para contaminar o jovem. A matemática, como sabe qualquer menino de sexta série, não nos traz nada de útil para a vida. A química forma drogados e a física, lunáticos.

A nova escola precisa ser moralizante, patriótica, evangelizadora – ou não será nada. O cidadão de bem do futuro será mais preparado se abandonar o que de nada serve e aprender moral e cívica, religião, respeito aos mais velhos e obediência ao superior hierárquico. O caminho para não formarmos parasitas está trilhado. Resta aos nossos líderes terem coragem de seguir adiante.

#PósPost. A crônica contém opiniões do nosso colunista Damiris, que se autointitula um cidadão de bem. O texto não reflete necessariamente posicionamento do jornal Lagartixa Diária.

#AVozDeDamiris. Uma mentirinha ou outra.

A imagem pode conter: texto

Crônicas de um cidadão de bem.

O cidadão de bem está em guerra – contra a invasão vermelha, contra os bolcheviques, contra aqueles que pretendem enforcar cada capitalista cristão que pisa no sagrado solo de nossa pátria. Mas os inimigos não são apenas os discípulos de Marx. Enquanto esmaga o comunista com um pé, o homem exemplar precisa usar o outro para atacar aqueles que pretendem destruir lares, transformar meninos em afeminados, converter princesas em sabe-se lá que tipo de mulher ou instituir a tirania feminista.

Cada cidadão de bem é um soldado – e por isso deve estar disposto a sacrificar inimigos e enfrentar os intolerantes.

Não vou dourar a pílula.

Quem enfrenta o mal também é vítima. O maior sofrimento é reflexo da incompreensão. Aquele que ataca a inimiga jornalista, espalhando uma ou outra mentirinha por aí, de imediato é chamado canalha pelos intolerantes. Já o líder que propõe queimar dez, doze, trinta ou sessenta livros, obras capazes de perverter o melhor dos indivíduos, é tido e havido como um troglodita da idade média. Já o defensor do método Witzel de diálogo com as favelas corre o risco de ser chamado de fascista.

Mas o homem correto precisa ser surdo aos gritos esquerdopatas. Ajuda ter em mente que outros sofreram antes. Torquemada, um defensor dos bons costumes, é dito monstro por ter queimado uma ou outra bruxa. Ustra, guardião da democracia militar, foi atacado durante anos – até a redenção recente. Coragem, amigo. Nossos mártires serão os heróis da Vitória.

#PósPost: Esta coluna expressa única e exclusivamente as opiniões de Damiris, o cidadão de bem destes tempos.

#FicaADica: Contém ironia.

#AVozDeDamiris. O Weintraub dos palcos. Crônicas de um cidadão de bem.

A imagem pode conter: texto

Os petralhas, esquerdopatas e progressistas não costumam ter muito da minha simpatia. Daí o assombro com o qual acompanho as manifestações desse rapaz José de Abreu. Os primeiros comentários sobre a Regina, nossa nova secretária, já mostraram que ele não está nem aí para esse mimimi progressista de respeito às mulheres e bobagens do tipo, coisas criadas para minar a macheza do brasileiro e pavimentar o caminho da ditadura lgbtqi.

Aquela postura intimidatória, aquele tom de “você sabe quem manda aqui” quase abriram um espaço para o ator aqui no canto do meu coração, loteado, preenchido e ocupado por gente como o Weintraub, o Mito, o 01, o 02 e o 03, nosso chanceler e a querida Damares. Pensei, por algum tempo, que ele poderia ser uma espécie de cotista do meu afeto. Um petralha com alma – e modos – de cidadão de bem.

Mas a dúvida permanecia. Assim como uma maçã podre estraga o cesto, um vermelho poderia contaminar todos os meus afetos.

Mas o tempo decidiu por mim. Agora, com essa histórica entrevista sobre mulheres e não-mulheres, ele conseguiu.

Aviso a todos: José de Abreu, uma espécie de Damares com o sinal trocado, um Weintraub dos palcos, um Olavo das novelas, ergueu morada no meu coração de cidadão de bem

#AVozDeDamiris. Ai meus sais.

A imagem pode conter: texto

Crônicas de um cidadão de bem.

Esquerdopata adora polêmica. O motivo do “Ai meus sais” da semana é uma piada. Acompanhe e entenda:

Três ou quatro cidadãos de bem decidiram brincar com os meninos bem tratados e metidos a engraçadinhos do tal Porta dos Fundos.

Um desses defensores dos ideais cristãos, empreendedor bem sucedido e atleta, jogou pequeno artefato incandescente na porta de vidro do escritório dos comunistinhas ateus (desculpem o pleonasmo, mas a indignação com os ataques vermelhos a um homem justo e direito me faz escrever de forma descuidada).

Brincadeira sem maiores danos, quase um arroubo adolescente. Infelizmente, esse homem de família tinha compromisso marcado e não pode explicar a situação às autoridades. Em vez disso, viajou horas e horas nas apertadas poltronas da nossa aviação, desconforto gigantesco para sujeito de braços fortes e costas largas como ele, apenas para visitar o filho.

Veja bem: o herói da nossa trama enfrentou um suplício aéreo somente para abraçar o menino que pôs no mundo. É, portanto, exemplo para aqueles que valorizam a família e defendem as crianças.

Mas o que disseram os vermelhos?

“Fugitivo”. “Não quer responder pelo que fez”.

Quanta bobagem!

Isso sem esquecer que esses mesmos indivíduos antes gritaram: “É censura”. “Violência”. “Volta da ditadura” para classificar um gesto de resistência e proteção das famílias da nossa patria amada.

Pois eu, Damaris, digo daqui em alto e bom som: não há nada disso, esquerdopatas!

A reação indignada dos cidadãos de bem é uma defesa. Somos a favor da liberdade de expressão. Qualquer um por certo pode dizer o que bem entender. O problema é que as pessoas entendem o mundo de forma errada – e aí falam o que não pode ser dito.

Felizmente estamos na direção certa. Hoje mártires da educação como o rapaz dos molotovs sofrem com a falta de entendimento dos seus gestos por uma minoria barulhenta. Mas eles estão fazendo o sacrifício justamente para mostrar os caminhos, educar mentes e corações. Há de chegar o dia – e não demora – que todos saberemos o que é certo e o que é errado pensar. Aí falaremos o que deve ser pregado e calaremos o indizível. A jornada é dura, mas o homem de bem há de persistir e vencer

#AVozDeDamiris. Mensagem para 2020.

A imagem pode conter: texto

Depois de meses mais sumido do que o Queiroz, o Damaris, o cronista cidadão de bem, voltou. A mensagem para 2020 tem até citação musical. Não do Chico, que é comunista, mas de outro grande sucesso nacional. Quem identificar cita nos comentários

TRADIÇÃO E FAMÍLIA. Crônicas de um cidadão de bem.
A editora comunista desse jornal vermelho por certo esperava de mim uma mensagem otimista para começar o ano. Quem sabe uma dessas bobagens que rimam amor e calor, complementada por versos do Chico e imagens de pessoas abraçadas.

Talvez ela esperasse também uma retrospectiva otimista. Afinal de contas, 2019 foi um ano de muitas alegrias para o cidadão de bem. O 01 prosperou. Olavo brilhou. Damares aconselhou. Luciano Hang voou. Weintraub encantou. O mito, mais do que nunca, mitou.

Mas não é hora de festejar. Os espectros do comunismo e do progressismo devasso ainda rondam o País e precisamos aprofundar o que apenas começou. O essencial, agora, é armar cada espírito para enfrentar os próximos meses. Nada de tolerância com o inimigo. O homem de bem está em guerra – e a guerra exige sacrifícios.

Felizmente, não fui o único a perceber a importância de manter o foco na construção de uma sociedade que valorize a Tradição, a Família e a Propriedade. As primeiras bandeiras de 2020 já estão desfraldadas. Nossa ministra já lembrou que a devassidão causa a gravidez precoce . Nosso líder máximo apontou o caminho para uma nova educação, que pode ter nos livros de colorir uma ferramenta de encantamento e motivação dos alunos.

Agora é aguardar pelas diretrizes do Olavo, do Salles e do presidente da Funarte. Acataremos toda e qualquer orientação. Somos amigos. Unidos venceremos a semente do mal.