#subindopelasparedes. O Apaziguador Geral da República.

Bolsonaro orienta o general da saúde a ligar para o supremo Gilmar e encerrar a treta.

Mônica Bergamo revelou em sua coluna que, a pedido do capitão, o general Pazuello ligou ontem para o ministro supremo Gilmar Mendes.

Tudo por conta da enorme treta que a declaração do supremo no final de semana causou, dizendo que o exército estaria se associando a um genocídio por conta do péssimo enfrentamento à pandemia.

Teve nota de repúdio do Ministério da Defesa e sermão do vice Mourão, para Mendes.

Bolsonaro não disse um A. Ficou quietinho e agora como um monge resolveu ajudar a acalmar os ânimos.

Para a jornalista, Gilmar Mendes só disse que “Foi uma conversa cordial”.

Acho que os atos humanitários do advogado Wassef tomaram conta do coração do presidente e ele resolveu seguir o lema paz e amor, após a prisão do Queiroz. Só pode ser isso.

#subindopelasparedes. Arrumando as Malas.

O supremo Toffoli trabalha até tarde e concede prisão domiciliar para Geddel Vieira Lima.

Tiiiixa do céu! Tu tá de brincadeira? Não, mon amour. O STF concedeu ontem à noite, mais precisamente às 23h53, liminar para que Geddel fosse cumprir em casa sua pena. 

Onze e cinquenta e três da noite, Tixa? Sim. Esse povo trabalha pesado, darling!

O ex-ministro de Lula, que está preso na Bahia, foi testado duas vezes pra Covid-19. Na primeira deu positivo, mas na segunda, negativo. Daí, a defesa alegou que, diante dessa indecisão do vírus, o preso que está no grupo de risco e tem comorbidades, tinha que ir pra casa. Toffoli acatou. 

O ministro disse em sua decisão que o centro prisional não tem condições de dar o tratamento adequado ao preso e que isso poderia matar o sujeito. 

Não teve o mesmo direito o ex-deputado federal Nelson Meurer, primeiro condenado pelo Supremo na Lava Jato. Desde o final do ano passado a defesa tentava conseguir a prisão domiciliar pois Meurer tinha uma série de doenças. Foi infectado pelo coronavírus e piorou. Mesmo assim o STF negou o pedido e ele morreu no último domingo. 

PP. Para os Perdidos. Geddel Vieira Lima é aquele mesmo, darling. O homem dos R$ 51 milhões na malas, que a PF encontrou em seu apartamento.

#subindopelasparedes. Trump desiste de expulsar os estudantes.

A Casa Branca anunciou que não vai mais tirar os vistos dos alunos estrangeiros.

Tixa, que ótima notícia. É, darling. Nem parece coisa do Trump, né? E, ao que tudo indica, ele fez meio que a contragosto. A treta é que no começo do mês o presidente americano determinou que os alunos estrangeiros que não tivessem aulas presenciais durante a pandemia não poderiam permanecer no país.

Acontece que, justamente por conta da pandemia, as universidades e escolas estão no esquema de aulas online. E aí? Ai que universidades como Harvard e MIT foram para o pau contra Trump. Gigantes da tecnologia como Google e Microsoft também ameaçaram agir. E o mito da terra do Tio Sam voltou atrás. 

São mais de 1 milhão de estudantes de outros países em universidades dos EUA. E vale lembrar que além de torrarem a grana com os estudos, eles também consomem, pagam aluguel, movimentam a economia de forma importante.

#subindopelasparedes. Queiroz vai pra casa.

O amor de Bolsonaro no STJ libera o ex-assessor/motorista/otrascositasmas de Flavinho, o 01, para cumprir prisão domiciliar.Tiiiiixa do céu! Qual sabor dessa pizza? Calma, darling. Tenhamos fé! O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio de Noronha, decidiu há pouco que Queiroz pode cumprir a prisão em casa. Não se sabe em qual casa. Na do Anjo, digo, Wassef, é que não deve ser mais. Como o caso corre em segredo de justiça não dá para saber mais, por enquanto.PP. Para os Perdidos. Esse ministro do STJ é um encantado por Bolsonaro. O Estadão mostrou em reportagem que ele atendeu os pedidos judiciais da presidência, em quase 90% das vezes.PP1. O amor é recíproco pois em abril Bolsonaro ao encontrar Noronha se derramou: “Confesso que a primeira vez que o vi foi um amor à primeira vista. O senhor ajuda a me moldar um pouco mais para as questões do Judiciário”. Ahhh o amor é lindo.PP2. A defesa de Flavinho conseguiu tirar o inquérito da primeira instância justamente quando estava prestes a sair a primeira denúncia. Agora o Supremo, que não curtiu essa manobra, julga o recurso do MP para que volte para a mão do juiz original do caso. Porém essa decisão só sai em agosto. Até lá…

#subindopelasparedes. Desliza para a esquerda, companheiro.

WhatsApp deu block no PT por disparo em massas.

Tixa do céu! Darling, todos estão sujeitos. Rolou uma denúncia de spam político contra o PT por enviar mensagens automáticas, e o WhatsApp removeu nas últimas duas semanas as 9 contas que o partido tinha na plataforma. Mas já conseguiu recuperar 4 delas.

Gleise Hoffman, presidente do partido, disse que a treta acontece justamente dentro do contexto daquele novo Projeto de Lei das Fake News e que o Facebook (dono do WhatsApp) com certeza tem um lado politico e não está nada feliz com o PL. Vale lembrar que o projeto foi votado cinco dias depois do bloqueio das contas do PT e que todos os senadores petistas votaram a favor.

Mas Gleise levanta a bola de que está com a pulga atrás da orelha pois o bloqueio aconteceu depois que o partido começou um abaixo-assinado pelo impeachment de Bolsonaro. Ela disse que o PT está migrando para o Telegram e que ameaçou o Face de pau na justiça, caso ele não explique tim tim por tim tim o motivo de ter apagado as contas.

Vale lembrar também que o Face já apagou posts de Bolsonaro por infringir as regras de uso da rede social. Ontem, anunciou que mandou para o espaço um monte de contas da galera bolsonarista, incluindo gente dos gabinetes de Flavinho, Dudu e do próprio presidente. Ou seja, esse argumento de lado político do Face enfraqueceu, darling.

A reportagem publicada pelo UOL trouxe a informação de uma fonte de que um sistema inteligente do Whats detectou os disparos automáticos pelas contas petistas e isso, somado às denúncias, gerou um alerta para começar um monitoramento. Daí, detectou que o rolê estava errado e apagou as contas. Já o PT disse que os disparos, que foram feitos pela empresa LEADWhats contratada pelo partido, são comunicações oficiais para os seus filiados. Todas estas pessoas, além de aceitarem receber as mensagem, também cadastraram os números em suas agendas, o que permite receber mensagens através das listas de transmissão.

O Whats ainda diz que estuda processar a tal da LEADWhats, assim como já fez com outras empresas brasileiras no passado, pois continuará a banir contas que fazem disparo em massa e automatizados.

PP. Para os Perdidos. O Projeto de Lei das Fake News, que passou pelo crivo do senado, obriga as redes sociais a exigirem documento e telefone das pessoas que quiserem abrir uma conta. Também obriga que os aplicativos de mensagens como o Whats registrem o rolê que uma mensagem fez na rede. Para a turma do Zuckerberg isso é o mesmo que tacar uma tornozeleira eletrônica na galera.

PP1. Reportagens mostraram que tanto as campanhas de Bolsonaro quanto a de Haddad em 2018 utilizaram as chamadas “máquinas de spam” para enviar seus conteúdos políticos.

PP2. O envio de spam não é proibido pela lei brasileira, mas as empresas donas das redes proíbem a prática. O Whats, por exemplo, diz banir 2 milhões de contas por mês por causa disso.

#subindopelasparedes. 12 homens e um pedido.

A assustadora história de um ministro que age contra o meio ambiente com aval do presidente do país.

Tixa do céu? Que filme é esse? Terror, darling. A treta é que 12 procuradores do MPF pedem o afastamento imediato do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, sob a acusação de improbidade administrativa. O rolê mais pesado é por conta das medidas que ele tomou e que tiveram as bênçãos de Jair Bolsonaro. Isso mesmo, o presidente sabia e batia palmas para, por exemplo, a exoneração dos servidores do Ibama que combatiam o garimpo ilegal em reservas indígenas.

Os procuradores citaram Bolsonaro na ação, mas ele não é alvo. Lembram quando ele parou na porta do Alvorada e mostrou para a imprensa a tela da conversa no zap com o Moro? Naquela ocasião acabou escapando uma troca de mensagens onde ele cobrava uma ação em relação aos equipamentos dos garimpeiros queimados pelo Ibama durante uma fiscalização em terras indígenas em Altamira(PA). O presidente sempre foi contra a destruição das máquinas dos criminosos do meio ambiente.

Depois dessa ação vários foram exonerados do Ibama por Salles. Coincidência, Tixa? Para o Ministério Público not, darling. Os procuradores afirmam que as exonerações foram feitas com finalidades incompatíveis e para melar o trabalho de controle e fiscalização do órgão contra o garimpo na Amazônia.

Em nota o ministro disse que os procuradores estão na pegada ideológica e querendo destruir as políticas públicas do governo bolsonarista.

PP. Para os Perdidos. Ricardo Salles falou, durante aquela reunião ministerial treta que o supremo Celso de Mello autorizou a divulgação, que enquanto a imprensa estava ocupada com a divulgação da Covid-19 era a chance de passar a boiada e mudar todas as reformas infralegais. Simplificar normas e regulamentações, etc. Leia-se, afrouxar as regras de proteção ambiental.

PP1. Dias atrás fundos estrangeiros e empresários brasileiros se manifestaram exigindo proteção à floresta amazônica e aos povos indígenas.

PP2. Nos bastidores Salles está se sentindo fritado pelos generais do governo. Daí, hoje, o general Ramos foi para as redes dizer que é a imprensa que fica insinuando essa maldade. Que ele admira o trabalho e bravura do competente ministro, blá, blá, blá. Sei!

#subindopelasparedes. PARLER, a nova rede da family.

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Flavinho anunciou nesta tarde que agora está no Parler, a rede social da liberdade de expressão. Sim, desde que você seja de direita. A Lagartixa subiu as paredes desta nova rede que ainda é mais centrada no mercado americano e vou te dizer que só tem político de direita, sites de direita, até o Leão da Montanha que sai pela direita está lá.

Da Family, estão Jair, Dudu e Flavinho. O presidente que entrou ontem na rede tem uns quase 9 mil seguidores. Flavinho entrou há uma hora e tem uns 700. Por enquanto, the Bolsonaros não dizem nada diferente por aquelas paragens do que dizem no Twitter ou no Facebook.

E adivinha de onde veio a ideia de entrar na Parler? De Trump, claro, darling. A campanha presidencial do Trump anunciou que vai dar prioridade a tal rede que por enquanto tem pouco menos de 2 milhões de usuários.

O dono da rede agradece e faz por merecer. Ele deu uma entrevista para a Forbes para dizer que está trabalhando muito para eliminar os trolls. Ao que a Forbes explica que o que ele chama de trolls são milhares de adolescentes e jovens americanos de esquerda que assim que o Trump anunciou a entrada na rede foram lá bagunçar o coreto. De novo, darling, liberdade só se você for bem de direita.

As fake news estão liberadas. Olha o que disse o fundador da rede, John Matze, para a Forbes.
“Não haverá verificadores de fatos. Você não será informado sobre o que pensar e o que dizer. Um policial não vai prendê-lo se você der a opinião errada ”.

Tixa do céu. Vida loka, darling.

#subindopelasparedes. Estratégia: Recuar.

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Bolsonaro anda bem cauteloso nesses dias pós-prisão de Queiroz. Parou de falar com seus apoiadores no cercadinho do Alvorada, recuou em medidas controversas, procura um ministro da educação menos ideológico…. Ihh Tixa, sei não…

Tem até evitado embates com o Supremo e antes mesmo de partir pra briga decidiu revogar uma medida que permitia à agencia de inteligência ter acesso aos dados da CNH dos brasileiros. O PSB entrou com processo no Supremo, mas agora nem vai mais precisar porque o governo recuou.

Na Educação, revogou a última portaria do perforrmer geral, o Weintraub, que acabava com incentivos a cotas em programas de pós-graduação.

Nem falou nada da provocação barata da Folha, que no caderno Ilustrada publicou uma foto de um quase nu do novo secretário da cultura dizendo “o novo homem do presidente”. Nada, Tixa? Nada, darling.

Só não recuou na estratégia de tratar a Covid de qualquer jeito e segue fingindo que o problema não é dele. Continuamos sem ministro da saúde.

#subindopelasparedes. Bolsonaro usa velório para ato político.

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Mais de 50 mil brasileiros mortos por Covid e Bolsonaro não deu sequer declarações de pêsames às famílias. Pois, neste domingo de manhã, Bolsonaro se abalou pessoalmente até o Rio de Janeiro para ir ao velório de um paraquedista morto ao fazer um salto de treinamento. Não, darling. Não foi empatia. Foi um ato político. Bolsonaro usou a dor desta família para fazer deste velório um ato político, em frente a dezenas de militares.

E por que foi político, Tixa? Porque o presidente usou o momento para fazer discurso e falar em missão das Forças Armadas de defender a democracia.

“Nossa missão, a missão das Forças Armadas, é defender a pátria, é defender a democracia. E como dizia aquele que se tornou um grande amigo, o ex-ministro Leônidas Pires Gonçalves (ministro do Exército no governo de José Sarney, morto em 2015), nós estamos a serviço da vontade da população brasileira”.

Não custa lembrar que ele assinou uma nota outro dia para dizer que as Forças Armadas não vão aceitar julgamento político. Ele está falando de impeachment e cassação de chapa, darling. E a prisão de Queiroz na casa de seu advogado nitidamente o abalou.