#éNoiteNaCidade. Temos um Hans River do Rio, o boneco de ventríloquo.

O Brasil realmente não é para amadores. Eis que agora entra na história deste país o senhor Hans River do Rio Nascimento. O homem, o mito. Digo, a fonte. Uma das fontes que disse para a Folha como funcionava o esquema de empresas de disparos de Zap durante as eleições de 2018.

A repórter Patrícia Campos Mello da Folha encontrou Hans por meio de um processo trabalhista que ele promoveu contra a Yacows, uma das empresas que fez disparos durante as eleições presidenciais. Encontrou, fez o trabalho de repórter e Hans contou tudo e ainda disse que ela podia publicar.

Mas contou tudo o quê, Tixa? Contou que as empresas fraudavam documentos de idosos como CPF e RG para conseguir linhas telefônicas para fazer os disparos em massa.
A matéria só dizia isso, sem dizer para quais campanhas. Hans tampouco havia dito.

Mas a reportagem foi publicada em dezembro, dois meses depois que a própria Folha, pela Patrícia, tinha escrito que empresas que apoiavam Bolsonaro pagavam por disparos de fake news contra Haddad por WhatsApp. Ou seja, a fonte era importante. Ou seja, era mais um elemento na história da Fakes que já estava no Tribunal Superior Eleitoral contra Bolsonaro.

(Só um parênteses: taí uma boa fantasia para a #FestaDasFakeNews nesta quinta. Vai de Hans, darling. E compra ingressos antecipados com desconto só até amanhã no www.lagartixadiaria.com.br/festadasfakenews.)

Voltando: Tão importante que Hans foi chamado para a CPI das FakeNews . E o que ele fez lá? Mentiu. E ainda usou do velho truque de dizer que uma mulher só conseguiu fazer o seu trabalho porque ofereceu sexo. Ai darling, que canseira, né? E mais: Hans pareceu bem orquestrado com Dudu, o 03, deputado. Dá uma olhada no vídeo. Hans finge não saber o nome do Dudu uma, duas, três… até perdi a conta de quantas vezes.

IN MY OPINION: Nós da Lagartixa repudiamos veementemente o circo armado hoje na CPI das FakeNews em que Hans insulta Patrícia Campos Mello em um ataque medieval, por ser mulher e por fazer o seu trabalho que mexe nas entranhas dos disparos ilícitos de FakeNews na eleição de 2018. Ataque imediatamente reproduzido por Eduardo Bolsonaro. O que eles temem? Vale o registro de que tentaram acabar com a CPI quando perceberam que o WhatsApp confessou ter feito disparos irregulares nas eleições. E se é contra a lei, perde-se mandato. E Hans, darling. Quem mente na CPI pode ir preso.