#NãoTemNoBR. Licença para matar na Bolívia dos golpes.

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O ex-presidente Evo Morales denunciou no seu Twitter que a autoproclamada presidenta assinou um decreto que isenta os integrantes das Forças Armadas de crimes que venham a cometer. Também conhecido como licença para matar. Mas o novo governo boliviano diz que não, é apenas uma forma de dissuadir os revoltados.

Ah bom!! Nossa, ficamos todos tranquilos ainda mais que ninguém morreu até agora, né?. Ops! Só que não!

A ONU tem medo que a situação na Bolívia saia do controle. Já foram 14 mortos, segundo a ONU, desde que Evo Morales renunciou por “sugestão” das Forças Armadas. Também conhecido como golpe. Mas Morales saiu assim fácil, Tixa? Ministros e familiares do ex-presidente sofreram ameaças violentas.

A saída de Morales levou seus apoiadores às ruas e a violência subiu de tom. Agora não se fala de apenas casas queimadas de apoiadores de Evo, mas de mortes.

Como disse Michele Bachelet, alta comissária de direitos humanos da ONU, a Bolívia caminha para um diálogo impossível. E era o país que crescia vigorosamente há anos, estando inclusive no pleno emprego.

Mas nos últimos meses, a Bolívia viveu uma sucessão de golpes. Aqui nos perdidos.
PP. (para os perdidos) A Bolívia viveu um golpe militar quando as Forças Armadas disseram pro Evo Morales que ele tinha que sair, mesmo depois de ele ter dito que convocaria novas eleições.
#PP1. Evo Morales foi presidente por três mandatos mas queria disputar o quarto. Um plebiscito negou a ele esta possibilidade. Então ele deu um golpe no povo junto com a corte suprema alegando que era contra os direitos humanos ele não poder se candidatar.
#PP2. Ele se candidatou e ganhou as eleições em primeiro turno mas as suspeitas de fraudes na contabilização dos votos desencadeou uma onda de protestos violentos que culminou com a ameaça a familiares e ministros e a saída dele.
#PP3. Renunciou muita gente. O presidente, o vice, o presidente do Senado. Com o vazio de poder, mesmo sem o referendo do Senado, Jeanine Anez assumiu. Ela estava na linha sucessória mas teria que ter tido aval do Senado. Não teve porque nem tinha quórum. Se autoproclamou. Mais um golpe.