#subindopelasparedes. Acharam o porteiro.

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O nome dele é Alberto Jorge Ferreira Mateus. Mora há 32 anos na Gardênia Azul, no Rio, local dominado pelas milícias. Vai todo final de semana à igreja com a Bíblia nas mãos.

Tixa, do céu. E aí? E aí, darling? A reportagem de capa da Veja conseguiu descobrir tudo isso, mas o porteiro da discórdia não quis falar.

Não é pra menos. Esse pacato cidadão que trabalha há 13 anos no condomínio onde Bolsonaro morava, onde mora Carluxo e onde morava o suspeito de ter fuzilado Marielle Franco, Ronnie Lessa, foi colocado nos holofotes após reportagem do Jornal Nacional trazer à tona o depoimento dele dizendo que no dia do crime o outro suspeito, Élcio de Queiroz, chegou no condomínio e pediu para ir até a casa 58. Casa onde morava Bolsonaro. E que “seu Jair” atendeu e autorizou a entrada.

Tixa, não queria estar na pele dele. Nem eu, darling. Aliás, acabei de trocar a minha. To linda! Obrigado, de nada. A questão é que a coisa só fica mais estranha.

Carluxo publicou nas redes os áudios que ele e seu pai, presidente do país, resolveram confiscar para não serem adulterados, talkey? Tudo para mostrar que no dia o porteiro atendeu Queiroz e que este pediu para ir até a casa 65, onde morava Ronnie Lessa e não para a 58.

Acontece que se descobriu que a voz nos áudios é de outro porteiro. E a reportagem da Veja chegou até esta outra peça do quebra-cabeças.

Seu nome é Tiago Izaias que afirmou ser sua a voz nos áudios. Mas, informou que na portaria sempre trabalham em dupla. Um dentro e outro fora. Porém não lembra quem trabalhou com ele, nem das posições e nem sobre as visitas daquele 14 de março de 2018.

Contou que quando viu a reportagem no JN mandou mensagem para Alberto para confirmar, mas que ele não respondeu. Tiago que exibe em sua rede social uma foto com o capitão, disse ainda que o colega pode estar sendo usado para denegrir Bolsonaro.

Alberto que estava de férias continua afastado por conta de toda essa treta e será investigado pela polícia federal. Além disso, todo mundo agora, inclusive a milícia, sabe onde ele mora e quem ele é. A polícia do Rio só ontem foi buscar o computador na administração do condomínio. E nós continuamos a estourar pipocas.

Lembra daquele joguinho “Detetive”? Tem regras básicas de investigação no manual. Não são difíceis de seguir. Fica a dica para os investigadores.

Pós Post: Se vocês humanos não são perfeitos imagina a Tixinha aqui. Confundimos o número e o local onde foram apreendidos os fuzis incompletos que as investigações apontaram ser de Ronnie Lessa. Diferentemente do que publicamos, eles não foram apreendidos no condomínio onde morava Bolsonaro. Na verdade foram encontrados no apartamento de Alexandre Mota de Souza, amigo de Lessa, na zona norte do Rio. E não foram 170 e sim 117. Sorry, darling!

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