#vazaJato. Moro e as delações da Camargo.

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As conversas vazadas do dia pela Folha mostram que Moro deu sua opinião para os acordos de delação premiada que começavam a ser fechados na época com ex-executivos da Camargo Correa. Nas conversas divulgadas, os procuradores Deltan Dallagnol e Carlos Fernando Lima entraram em longas discussões sobre como conduzir as negociações e Deltan defendia que se falasse com Moro. Em certo momento, Deltan diz que o juiz queria pelo menos um ano de prisão nos acordos. Pela lei, o juiz tem que ficar longe de qualquer conversa deste tipo para manter sua imparcialidade.

Mas a própria reportagem da Folha, que conversou com advogados dos delatores que participaram das negociações, mostra que para os delatores era importante ter uma indicação de que Moro aceitaria os acordos, logo, era bom que os procuradores falassem com o juiz, apesar de reconhecerem que é fora da lei o juiz ter este tipo de conversa fora dos autos do processo. A Folha mostra também que Moro no processo chegou a questionar os acordos porque entendia que os executivos tinham mais a dizer.

No fim das contas, Moro aceitou os acordos e os delatores cumpriram pena de um ano em regime fechado, mas para cumprimento em suas casas e mais dois anos no semiaberto.

Nas redes, o ministro disse que o juiz tem não só o poder, mas o dever legal de exigir mudanças em acordos excessivamente generosos: “Não foi, aliás, essa a crítica a acordos como os dos sócios da JBS (que não passaram por mim)?”. Moro também diz que não reconhece a autenticidade das mensagens que foram atribuídos a sua pessoa e que se tiverem algo sério e autêntico que publiquem. “Até lá não posso concordar com sensacionalismo e violação criminosa de privacidade”.

PP (Para os perdidos). O acordo com os executivos da JBS previam zero dias de prisão, afinal Joesley tinha gravado o então presidente da República.

#éNoiteNaCidade. OS FORA DA LEI.

Moro e Venezuela. O choro da Beleza. Um Brasil de vaias. O Pavão se foi.

#éNoiteNaCidade. OS FORA DA LEI. Moro e Venezuela. O choro da Beleza. Um Brasil de vaias. O Pavão se foi.

NADA MADURO. O domingo que por aqui no sudeste continua gelado no tocante ao clima começou quente com a matéria da Folha de S.Paulo, em parceria com o The Intercept Brasil, trazendo novos diálogos da #VazaJato.

E dessa vez os detalhes revelados nas conversas nos chats privados entre Moro e Dallagnol atravessaram as fronteiras do país, literalmente. Nelas o ex-juiz sugere ao chefe da força-tarefa da Lava Jato o vazamento de informações sigilosas da delação da Odebrecht que envolvem o governo venezuelano.

Uma atitude temerosa por ignorar a ordem do ministro do Supremo Edson Fachin quanto ao sigilo dos dados. Por colocar em risco a vida dos colaboradores da empresa. Por ter potencial de até mesmo causar uma guerra civil no país vizinho.

Juiz e procuradores foram parciais até nessa treta, pois, os videos divulgados pela ex-procuradora-geral dissidente do regime de Maduro, Luísa Ortega Díaz, traziam fatos que atingem apenas a Maduro. Os ligados ao candidato da oposição Henrique Capriles não apareceram.

Moro em seu twitter hoje cedo não só deixou de negar as conversas como parece justificá-las: “Novos crimes cometidos pela Operação Lava Jato segundo a Folha de São Paulo e seu novo parceiro, supostas discussões para tornar públicos crimes de suborno da Odebrecht na Venezuela, país no qual juízes e procuradores são perseguidos e não podem agir com autonomia. É sério isso?”. 

Esse “é sério”, significa indignação pelo fato da Folha estar questionando um vazamento criminoso, cujo intuito seria o de defender juizes e procuradores perseguidos na Venezuela? 

Tixa do céu!! Pois é, eu sei. Mais cedo detalhamos tudo por aqui. Dá uma olhadinha e prestigia a gente!

PAVÃO SUMIU. E o Pavão Misterioso
(@oppavaomisterio) trouxe novas telas de chat atribuindo as conversas aos integrantes do Intercept Brasil e deputados federais. O perfil anônimo no twitter que veio, foi embora e voltou novamente, mais uma vez foi cancelado agora à noite.

A rede bolsonariana insiste em questionar o motivo pelo qual as mensagens divulgadas pelo The Intercept precisam ser aceitas como verdadeiras e as do pavão não. Vale mais uma vez reforçar que de um lado existem vários veículos de imprensa apurando e adotando metodologias de verificação de autenticidade para só então divulgar os conteúdos. De outro, um perfil anônimo de rede social que lança dezenas de prints de telas e depois vira fumaça. No éNoite de ontem trouxemos um vídeo testando os dados do pavão. Corre lá ver e prestigia a lagartixa!

BRASIL-SIL-SIL. O Brasil faturou a Copa América em cima do Peru. Ops, no bom sentido queridos. Por 3 a 1 a seleção de Tite levantou o caneco que não pegava desde de 2007. Por falar em Tite, durante a premiação com medalhas ele se esquivou de Bolsonaro. Sim, ficou estranho na imagem.

Ao lado de Moro, Guedes e Neymar durante a comemoração de um dos gols do Brasil, Bolsonaro se desequilibrou e quaaaaase caiu. Mas se segurou no Moro. Acreditem! Ao final, foi lá colocar as medalhas nos jogadores, entregar a taça de campeão, fazer a foto no meio dos amarelinhos e acenar para o público. Hummm. Mas o público não foi tão bonzinho assim, talkey? Vários vídeos divulgados na rede mostram que as vaias estavam se sobressaindo aos aplausos, no momento em que a imagem do presidente aparece no telão. No último jogo contra a Argentina ele justificou as vaias dizendo que foram para Los Hermanos. E hoje, vai dizer que foram para o Peru? Aqui a treta é livre!

E finalizamos com uma notícia triste. Um dos nomes mais importantes de beleza no Brasil morreu hoje aos 54 anos. O maquiador Duda Molinos que teve um câncer na garganta mais já estava curado, teve uma parada cardiorrespiratória nesta manhã, segundo sua assessoria. VIVA LA VIDA LOCA!

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#contosnanicos. SATÃ SANTO.

#contosnanicos. SATÃ SANTO. Canonizar alguém é inscrever seu nome na lista de santos. Até 1982 quem intermediava o processo era o Advocatus Diaboli. Poucos sabem que existe esta outra lista cujos nomes são enviados a mim, o exorcista responsável por eliminar demônios que andam entre nós. Esta é a cruz do Accusator Dei.
Romeu Martins. Microcolunista da Lagartixa, escritor e quadrinista.

Tradução do texto publicado pela procuradora Monique Cheker (ela aparece nas conversas divulgadas pelo The Intercept): “Não importa quantos danos físicos, financeiros ou emocionais ele cause, o criminoso acredita que ele é uma boa pessoa … A visão do criminoso de si mesmo como uma pessoa decente constitui uma grande barreira à mudança.” (Stanton E. Samenow, Ph. .D).”

#baratavoa. NADA MADURO.

A Folha de S.Paulo e o The Intercept trazem neste domingo mais uma reportagem da #VazaJato. 

Foto: Marcelo Chello

#baratavoa. Nada Maduro. A Folha de S.Paulo e o The Intercept trazem neste domingo mais uma reportagem da #VazaJato. 

Dessa vez a treta rompeu fronteiras e foi bater na Venezuela. Em mensagens trocadas entre Moro e Dallagnol, o ex-juiz sugere que dados da delação da Odebrecht sejam vazados para a turma da oposição venezuelana em agosto de 2017. 

“Talvez seja o caso de tornar pública a delação dá Odebrecht sobre propinas na Venezuela. Isso está aqui ou na PGR?”, escreveu Moro. 

Dallagnol respondeu: “Naõ dá para tornar público simplesmente porque violaria acordo, mas dá pra enviar informação espontãnea [à Venezuela] e isso torna provável que em algum lugar no caminho alguém possa tornar público”

Moro se comportava efetivamente como um chefe da Lava Jato e dessa vez fica clara a motivação política da ação por ele sugerida. A intenção de divulgar dados sigilosos contra o governo maduro não tem nada a ver com as responsabilidades do MPF. 

Mas Tixa do céu, o Maduro é um assassino e ditador!!! Meus queridos, de boas intenções o inferno está cheio. A questão em jogo é a articulação entre um juíz e procuradores brasileiros para interferir diretamente no governo de um outro país. E, pior: de forma totalmente clandestina. 

A força-tarefa então procurou a ex-procuradora-geral Luísa Ortega Díaz, naquele momento já destituída de seu cargo por ser vista como uma ameaça a Maduro e que se auto-exilou no Brasil. Ao recebê-la por aqui Rodrigo Janot declarou à imprensa que o ministério público venezuelano sofrera um estupro e não teria mais condições de atuar com isenção. 

Maaas por baixo dos panos a Lava Jato operava para entregar à Ortega informações delicadas mesmo ela não tendo mais nenhuma legalidade para conduzir negociações naquele país. 

Um dos procuradores Paulo Roberto Galvão, mostrou preocupação: “Vejam que uma guerra civil lá é possível e qq ação nossa pode levar a mais convulsão social e mais mortes”. Mas Dallagnol botou panos quentes e disse que os riscos cabiam ao povo da Venezuela avaliar e que tinham o direito de se insurgir. 

“Russo diz que temos que nós aqui estudar a viabilidade. Ou seja, ele considera”. Essa foi a mensagem da Dallagnol no grupo de procuradores indicando que Moro (Russo era seu apelido), concordava com a divulgação clandestina. 

Vladimir Aras, então secretário de cooperação judicial internacional do Ministério Público já havia dito em 2016 não confiar na PGR Ortega. Isso dificultava um ação da força-tarefa pelos meios corretos. A opção era então tratar diretamente com Ortega.  

Em outubro a ex PGR da Venezuela divulgou dois vídeos em que o ex-diretor da Odebrecht na Venezuela Euzenando Azevedo, admitia ter repassado 35 milhões de dólares da empreiteira à campanha eleitoral de Maduro.

A treta estava lançada. E tudo isso a poucos dias da eleições estaduais lá. Foi uma bomba para a Obebrecht que apresentou uma notícia-crime ao STF insinuando que a PGR aqui teria vazado os vídeos, pois só eles tiveram acesso à gravação. O advogado da empresa escreveu a um dos procuradores: “… A veiculação do vídeo aumentou significativamente o risco aos nossos integrantes, aos cidadãos venezuelanos e as nossas operações…”. O processo sobre esse vazamento corre até hoje em segredo de justiça. 

 Na época Brasil e Venezuela tinham um termo de compromisso sobre a delação do ex-marqueteiro petista João Santana. O acordo não previa acesso dos venezuelanos à delação da Odebrecht. 

Enfim, a cada conversa divulgada a conduta de Moro se mostra mais e mais incompatível com a de um juíz. A postura política em varias de suas atitudes é gritante. Vale lembrar que recentemente ele vazou informações a Bolsonaro sobre uma investigação da Polícia Federal, que atinge o PSL no caso dos Laranjas. De um processo que tramita em segredo de justiça. E aí?

Em resposta à reportagem adivinhem: Moro não nega ter tido as conversas, apenas diz que elas podem ter sido adulteradas e que a intenção é atrapalhar a Lava Jato. Já Dallagnol continua sem entregar o celular para a PF periciar. 

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#éNoiteNaCidade. ATAQUE À INFÂNCIA.

Hoje tem Moro mais chefe da Lava Jato do que nunca, Bolsonaro ratificando a apologia ao trabalho infantil, General Heleno respondendo ao Carluxo e Aécio Neves virando pó, digo, réu.

VEJA BEM. O dia começou com a matéria de capa da Revista Veja em parceria com o The Intercept, trazendo novas conversas entre Moro e Dallagnol na #VazaJato. As conversam mostram que o então juiz de Curitiba interferia ativamente na condução dos processos. Chegou ao ponto de pedir para que procuradores anexassem provas esquecidas e dizer para que uma delação como a de Eduardo Cunha não acontecesse. O que será que O Antagonista (aquele site de direita), quis dizer quando publicou: “Esgotou-se o arsenal contra Moro”?

Enfim, Moro não nega as conversas só diz que são adulteradas. Preferia trocar mensagens com os procuradores, relativas aos processos sob sua responsabilidade, através de um aplicativo de mensagens ao invés de fazê-lo nos autos do processo como manda a Lei. E Dallagnol mais escorregadio que quiabo, ainda não entregou o celular para ser periciado. Acreditem!

CRIANÇA NÃO DEVE TRABALHAR. Depois da péssima repercussão da afirmação do presidente de que não há nada demais em uma criança de 9 anos trabalhar. Que ele mesmo aos 8 quebrava e plantava milho. Aos 10 carregava caixas com banana nas costas e até dirigia máquinas agrícolas, uma matéria da Revista Crescer de 2015 mostra entrevista com a mãe e o irmão de Bolsonaro, Renato Bolsonaro. E, contrariando essa afirmação do chefe maior da nação seu irmão diz: “Meu pai tinha o estilão dele, boêmio. Mas nunca deixou um filho trabalhar, porque achava que filho tinha que estudar”. Ou seja, alguém tá com fake news ai talkey?

Só para esclarecer essa apologia feita por Bolsonaro vai contra o que prega a Constituição brasileira, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e as convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da qual o Brasil é signatário. É um total retrocesso pois o trabalho infantil vitima 2,4 milhões de crianças e adolescentes no Brasil, tanto no campo quanto nas regiões urbanas. Nos últimos anos, vem crescendo em especial entre a população mais vulnerável, de 5 a 9 anos, mencionada pelo presidente.

E no campo internacional? Como ecoará essa fala de Bolsonaro entre os parlamentos europeus durante as negociações entre União Européia e Mercosul? Como se já não bastasse a preocupação com o meio ambiente que o seu governo desperta na comunidade gringa. A conferir.

MEU CHEFE. O General Augusto Heleno respondeu às críticas que Carluxo, o filho 02, vem fazendo ao seu trabalho. Em entrevista à Globo News ele disse que só devia satisfações ao Presidente da República e que ainda hoje, Bolsonaro reafirmou sua total confiança no GSI.

Ainda falando de militares, Heleno durante a mesma entrevista voltou a dizer que o GSI não tinha responsabilidade sob o pente fino no avião em que estava o militar preso com 39kg de cocaína na Espanha. Também disse que a justiça militar é rápida e corta na carne, punindo com rigor os culpados. Ah é Tixa? E o que dizer dos 11 votos a 3 que soltaram os militares que fuzilaram com 83 tiros um carro de família e mataram duas pessoas? Pois é, o que dizer?

VIROU RÉU. Aécio Neves virou réu na justiça federal de São Paulo por corrupção e tentativa de obstrução à Lava Jato.  Para quem não lembra o dono do Grupo J&F, Joesley Batista, disse ter pago, em 2017, R$2 milhões em propina ao deputado. A denúncia foi feita pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot ao Supremo que a transferiu para a justiça de SP. E no último dia 2 foi aceita pelo juiz federal João Batista Gonçalves. UFA! E VIVA LA VIDA LOCA.

PP. (para os perdidos). No dia 7 de abril 9 militares alvejaram com 83 tiros de fuzil o carro onde estava uma família em Guadalupe, na zona norte do Rio de Janeiro. A ação resultou nas mortes do músico Evaldo dos Santos e do catador de papel Luciano Macedo. Além de debocharem da mulher do músico, os militares não prestaram socorro. 

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#vazajato. MORO ADOTA NOVA ESTRATÉGIA CONTRA CONVERSAS VAZADAS.

#vazajato. MORO ADOTA NOVA ESTRATÉGIA CONTRA CONVERSAS VAZADAS. Moro resolveu adotar uma nova estratégia de comunicação e agora, apesar de dizer que não reconhece o conteúdo como verdadeiro, responde detalhadamente alguns pontos das novas divulgações das conversas vazadas feita pela Veja em parceria com o The Intercept. A manifestação foi feita depois da reportagem publicada. Mas ignora outros trechos.

A reportagem que está na capa da revista que começou a circular hoje revela uma série de conversas entre Moro e Dallagnol e também citações de conversas entre procuradores que mostram que o juiz interferia ativamente na condução dos processos, pedindo para anexar provas esquecidas ou mesmo dizendo que esperava que delações como a de Eduardo Cunha não acontecessem. Ou então pedidos de que lista de políticos já deletados demorassem a serem protocoladas. O objetivo segundo a revista era manter Boa parte da Lava Jato em Curitiba. Políticos têm foro privilegiado e seus processos são julgados em Brasília.

Em sua defesa, Moro diz coisas como a de que não tinha jurisdição sobre qualquer possível delação de Cunha e que algumas mensagens eram até em benefício do acusado, como no caso de Bumlai (amigo de Lula que estava preso). O juiz pedia manifestação urgente do MPF mas que seria por conta do recesso do judiciário. Mas Bumlai ficou preso. Em outro caso, Moro pediu para acrescentar uma prova no caso de um doleiro da Odebrecht e em sua decisão para aceitar a denúncia tal documento anexado pelo MPF Serviu de argumento para aceitar a denúncia. Moro diz para se defender que ao fim e ao cabo tal prova foi rejeitada como prova.

De qualquer forma, Moro não responde à principal questão que é porque se comunicava por meio de um chat privado com procuradores e não pelos autos do processo como manda a lei. Ele pode até sugerir que algumas mensagens foram adulteradas mas não nega que teve as conversas. E por que Deltan Dallagnol não entrega seu celular para a polícia? Você sabia que até agora ele não entregou?

Na foto, alguns trechos divulgados por Veja.

#éNoiteNaCidade. BOLSONARO DEFENDE TRABALHO INFANTIL.

#éNoiteNaCidade. BOLSONARO DEFENDE TRABALHO INFANTIL. 
Aqui tem: Moro na #vazajato. Trabalho infantil. Velhinhos conseguindo emprego. Empresários falidos se matando em evento com ministro. Dólar a 3,80 e frango com salmonela.

#vazajato. O dia hoje termina com a notícia de amanhã. Veja estará nas bancas dizendo que novas conversas mostram que Moro cometeu irregularidades pesando a balança a favor da acusação. O que será? Só amanhã. Durmam e acordem.

Mas enquanto isso fiquemos com alguns fatos do dia como o de Bolsonaro defendendo o trabalho infantil em sua live semanal.

Mas vejam!!! ele garantiu que não vai propor a descriminalização do trabalho infantil por uma única razão: “eu seria massacrado”.

TRABALHO INFANTIL. Disse ele: “Olha só, trabalhando com nove, dez anos de idade na fazenda eu não fui prejudicado em nada. Quando um moleque de nove, dez anos vai trabalhar em algum lugar, tá cheio de gente aí ‘trabalho escravo, não sei o quê, trabalho infantil’. Agora, quando tá fumando um paralelepípedo de crack, ninguém fala nada”.

Em que mundo vive o presidente? Alguém sabe?

ARMAS. Uma live inteira e nem uma palavrinha sobre o empresário que se matou na frente de seu ministro da Energia em Sergipe, durante evento com o governador sobre o gás. O cidadão entrou armado em um evento oficial e atirou. Motivo: sua empresa quebrou porque o gás era caro. É simbólico pela discussão do armamento e simbólico pela situação precária da economia.

VELHINHOS. Dizem que agora vai com a Reforma da Previdência aprovada. Mais ou menos. Foi aprovada em comissão especial da Câmara e agora vai a plenário. O cidadão de bem agora terá que trabalhar pelo menos até os 65 e a mulher 62. É um desperdício as pessoas trabalharem até os 55 e pararem? É. Mas no sistema privado, onde estão os empregos para quem está perto dos 60? Governo devia olhar isso daí, talkey? Quero ver surgirem as empresas cidadãs que apoiam a reforma contratando o pessoal mais velho.

Mas claro que isso vale para quem não estiver em classes especiais como policiais. Aliás, treta monstra com os policiais que estão indignado com Bolsonaro. E o presidente sequer fez menção sobre a reforma em sua live. Nem uma palavrinha. E olha que foi ele que mandou o projeto para o Comgresso.

DOLAR. O mercadinho como gosta destas firulas foi lá e respondeu muito positivamente.bolsa subiu e dólar caiu abaixo de 3,80 pela primeira vez desde não sei quando.

SALMONELA. E enquanto isso vamos comendo nossos frangos com salmonela? Não soube? Inglaterra devolveu o produto porque estava contaminado, o frango voltou para o Brasil e a ministra da Agricultura disse que aqui a gente os reaproveita em produtos processados. Vai um nuggets aí? E VIVA O FRANGO LOCO.

#vazaJato. Não é preciso hacker russo para copiar um celular

#vazaJato. Não é preciso hacker russo para copiar um celular

#vazaJato. NÃO É PRECISO HACKER RUSSO PARA COPIAR UM CELULAR

ATENÇÃO. Você que usa celular e computador da firma vai querer ler este post.

#SérgioMoro e os procuradores não param de dizer que as conversas vazadas ao #TheInterceptBrasil foram obtidas criminosamente por um hacker. Mas você sabia que a coisa toda pode ter sido bem mais prosaica? Sabe aqueles filmes ou séries que investigadores privados ou um personagem qualquer entram na casa de alguém, plugam um Pen drive no computador e roubam todas as informações? Queridos, o mesmo pode ser feito com um celular e como disseram especialistas à Lagartixa é algo bem corriqueiro no mundo empresarial.

Na vida real, a grande dificuldade é o tempo. As fontes contam que copiar um celular leva em média 40 minutos e um computador cerca de 2 horas. Todas as grandes consultorias como #Ernst&Young, #Deloitte#PwCpossuem a técnica para fazer. Mas não só elas, outras empresas menores também disponibilizam os instrumentos.

Uma fonte contou que estava fazendo uma investigação sobre desvios de dinheiro dentro de uma empresa e não tinha como justificar ficar 2 horas com o computador do executivo que queriam investigar sem levantar suspeitas. Então a empresa inventou a instalação de um software novo e fez o serviço. Um celular? Faça uma reunião em que todos têm que deixar o celular fora da sala e faça então a cópia.

Então queridos, não sabemos quem é a fonte do Intercept, mas é possível sim que alguém que trabalha ou é próximo de #DeltanDallagnol possa ter copiado seu celular ou mesmo o seu computador. E também pode ter baixado apenas o #Telegram, sem precisar de senhas, só com estas técnicas e que nem custam tão caro. Vale lembrar que só mensagens do celular do Deltan vieram à tona.

Ah Tixa, mas por que eu que uso o celular da minha firma preciso me preocupar? Precisa, na verdade, saber que pela lei brasileira a empresa tem direito de monitorar tudo o que é feito no celular ou computador da empresa. Então, se você tem algo meio impróprio como um nude qualquer lá no seu WhatsApp ou Telegram, corre apagar. Agora, se for um email da firma, já está no servidor da empresa. Vai ter que rezar.

Foto: Marcelo Chello
Fotografado: Deltan Dellagnol

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#vazaJato. “Uns tontos do MBL”

Moro MBL

Foto: Marcelo Chello

#vazaJato. “UNS TONTOS DO MBL”. Às vezes somos quase obrigados começar uma notícia pelo mais divertido e não pelo mais importante. O mais importante é a Folha fazendo parceria com o Intercept e Procuradores tentando proteger Moro no STF, mas não percamos o espírito e comecemos pelo MBL nas novas conversas divulgadas da #vazajato.

As conversas de Sérgio Moro e Deltan Dallagnol eram tão assíduas que o então juiz se sentia à vontade para pedir para o procurador falar com o Movimento Brasil Livre porque “uns tontos daquele movimento” estavam fazendo protestos em frente à casa do então ministro do STF, Teori Zavascki. O movimento diga-se pretendia ajudar Moro e o protesto era por conta do decisão do ministro Teori que repreendeu Moro no dia anterior por conta dos vazamentos ilegais das escutas de conversa entre Lula e Dilma.

Mas por que o Moro iria ficar bravo com isso? Porque ele estava todo melindrado pelo puxão de orelha do Supremo e temia perder os processos. Naquele dia, ele ficou muito bravo com a Polícia Federal que anexou uma lista de políticos que poderiam ter recebido propina da Odebrecht em um processo aberto que logo foi divulgado pela imprensa.

“Coloquei sigilo 4 no processo, embora ja tenha sido publicizado. Tremenda bola nas costas da Pf. Nao vejo alternativa senao remeter o processo do santana ao stf.”

E vai parecer afronta, disse Moro a Dallagnol.

O que se segue é Dallagnol tentando achar um jeito de contornar a situação. Ele fala com o delegado da PF, puxa o saco do Moro e sugere que alguns casos sejam enviados ao STF, para tentar acalmar o Supremo. Chama a atenção o puxa saquismo de Deltan com o Moro e a reverência ao ex-juiz como o verdadeiro líder da Lava Jato.

Diz Deltan:
“Saiba não só que a imensa maioria da sociedade está com Vc, mas que nós faremos tudo o que for necessário para defender Vc de injustas acusações. Uma das coisas que mais tenho admirado em Vc – uma nova face de suas qualidades – é a serenidade com que enfrenta notícias ruins e problemas. Se alguém tivesse te apresentado tudo o que aconteceria num caso como esses há 5 anos e te desse a opção de entrar nisso ou não, eu não tenho dúvidas de que Você entraria com tudo. Não há como estar no maior caso de corrupção que envolve os maiores interesses da República e esperar águas tranquilas. Continue firme, não desanime e conte conosco. “Smooth waters don’t make good sailors”.

Vamos então ao mais importante. As Novas conversas de Deltan e Moro foram reveladas neste domingo desta vez uma parceria do The Intercept e da Folha. Ao conseguir a parceria do maior jornal do país, as conversas vazadas são colocadas em outro grau de credibilidade pois é mais um veículo chancelando a autenticidade. Antes da Folha, também foi feita parceria com Reinaldo Azevedo, da rádio BandNews e Uol.

Tixa, mas o que deu o lance do MBL? Deltan achava que se não houvesse vandalismo não era o caso de ir atrás. Diante do silêncio de Moro, uns 20 min depois responde que ninguém tinha o contato deles porque o movimento estava meio bravo com eles por conta de o MPF não ter apoiado manifestações contra o governo.

Pós Post: Nota do Ministerio da Justiça sobre MBL:
“Repudia ainda a divulgação de suposta mensagem com o intuito único de gerar animosidade com movimento político que sempre respeitou e que teve papel cívico importante no apoio ao combate à corrupção”, em referência ao MBL.